Em 2025, a Indonésia testemunhou um aumento preocupante na criminalização de ativistas e influenciadores que se engajaram em protestos pacíficos ou expressaram apoio a eles online. Oito ativistas proeminentes — Delpedro Marhaen Rismansyah, Muzaffar Salim, Khariq Anhar, Syahdan Husein, Wawan Hermawan, Saiful Amin, Shelfin Bima Prakosa e Muhammad ‘Paul’ Fakhrurrozi — enfrentaram prisões arbitrárias e acusações criminais. Essas acusações, incluindo alegações de "incitação à violência" e "discurso de ódio", foram feitas sob artigos do Código Penal e da Lei de Informações e Transações Eletrônicas. Muitas dessas prisões foram supostamente realizadas sem base legal ou mandados oficiais, destacando um padrão de uso de leis existentes para reprimir o dissenso em vez de proteger os direitos fundamentais. Essa tendência contribuiu para uma repressão violenta mais ampla pela polícia indonésia contra manifestações em todo o país que começaram em agosto de 2025, sublinhando uma severa contração do espaço cívico.
As acusações contra esses ativistas, que preveem sentenças potenciais de seis a doze anos de prisão, muitas vezes surgiram de sua mera expressão de opiniões, postagens em mídias sociais em apoio a protestos, compartilhamento de informações sobre linhas de apoio jurídico ou até mesmo criação de conteúdo satírico. Essa aplicação ampla de leis contra formas legítimas de expressão pinta um quadro sombrio dos desafios enfrentados por aqueles que defendem mudanças ou expressam preocupações públicas. A apreensão de livros, documentos e dispositivos eletrônicos de ativistas e organizações da sociedade civil solidificou ainda mais esse padrão de criminalização e vigilância crescentes.
A repressão aos protestos em 2025 foi caracterizada por um número impressionante de prisões arbitrárias e o uso excessivo da força por pessoal de segurança. De 25 de agosto a 1º de setembro de 2025, a Indonésia experimentou uma de suas maiores ondas de protestos desde a era pós-Reforma. A raiva pública, alimentada por dificuldades econômicas e políticas orçamentárias estatais percebidas como negligentes, levou a manifestações em Jacarta e em pelo menos outras 15 províncias. Em resposta, a Anistia Internacional documentou que as forças de segurança empregaram força ilegal, prisões arbitrárias e intimidação contra manifestantes pacíficos. Mais de 4.000 indivíduos foram presos arbitrariamente durante este período. A violência se estendeu a agressões físicas, com mais de 560 pessoas sujeitas a intimidação e violência física, incluindo espancamentos e ferimentos por balas de borracha. Além disso, mais de 300 pessoas foram afetadas pelo uso desnecessário e excessivo de gás lacrimogêneo e canhões de água, resultando em ferimentos e angústia.
O custo humano dessa repressão foi tragicamente evidente, com pelo menos 11 mortes relatadas desde o início dos protestos. Entre eles estavam estudantes universitários, funcionários públicos e um motorista de táxi que morreu quando um veículo policial blindado o atropelou em Jacarta. No início de outubro de 2025, apenas a morte do motorista de táxi estava sob investigação policial, levantando preocupações sobre a responsabilização pelas vidas perdidas durante a repressão. A resposta desproporcional das autoridades, a natureza arbitrária de muitas prisões e o grave impacto físico e emocional sobre manifestantes e ativistas indicam claramente um esforço sistemático para suprimir o dissenso através de intimidação e força.
Além de ativistas e influenciadores, defensores dos direitos humanos e organizações da sociedade civil também se viram cada vez mais alvos em 2025. Organizações como a Comissão para Desaparecidos e Vítimas de Violência (KontraS) enfrentaram vigilância e intimidação diretas. Em março de 2025, o escritório da KontraS em Jacarta foi alvo de uma série de atividades suspeitas, incluindo visitas repetidas por motociclistas não identificados, inúmeras chamadas perdidas de números desconhecidos (uma rastreada até um oficial de inteligência de segurança) e uma tentativa de arrombamento. Esse assédio se intensificou à medida que a KontraS fazia campanha ativamente contra as emendas propostas à Lei da TNI, que foram redigidas sem consulta pública adequada. A vigilância incluiu filmagens de CCTV de veículos militares passando ou parando em frente ao seu escritório, com pessoal militar fotografando as instalações.
O alvo se estendeu a jornalistas também, com preocupações sobre a liberdade de imprensa aumentando devido a um novo regulamento que exige que jornalistas estrangeiros obtenham autorização policial e o assédio e ataques contínuos a jornalistas que cobrem protestos. Veículos de comunicação e jornalistas enfrentaram ameaças por sua reportagem crítica. A importação e implantação de spyware intrusivo e tecnologia de vigilância pelo governo, conforme revelado por pesquisas, aumentaram ainda mais as preocupações sobre a extensão do monitoramento contra indivíduos e organizações. Mais de 100 defensores dos direitos humanos foram alvos na primeira metade de 2025, enfrentando prisão, criminalização, intimidação e ataques físicos. Esse esforço concertado para silenciar críticos e minar organizações da sociedade civil aponta para uma estratégia deliberada para encolher o espaço para vozes independentes e ativismo na Indonésia.
O arcabouço legal da Indonésia, particularmente as disposições vagas no Código Penal e na Lei de Informações e Transações Eletrônicas (ITE), tem sido consistentemente explorado para silenciar críticos e reprimir a liberdade de expressão e de reunião pacífica. A Lei ITE, frequentemente descrita como draconiana, tem sido uma ferramenta primária para criminalizar a fala online, mesmo quando destinada a sátira ou para fins informativos. O Artigo 160 do Código Penal, relativo à incitação à violência, e os Artigos 28(3) e 45A(3) da Lei ITE, relacionados a discurso de ódio, foram amplamente aplicados a ativistas que protestam contra dificuldades econômicas ou negligência governamental percebida. Essa ambiguidade legal permite que as autoridades interpretem o ativismo legítimo como comportamento criminoso, desencorajando assim a participação pública e o dissenso.
O uso sistemático desses instrumentos legais, juntamente com a intimidação física e as prisões arbitrárias detalhadas anteriormente, demonstra um claro padrão de regressão no espaço cívico da Indonésia. Embora a nação tenha feito progressos na democracia desde a era da Reforma, os eventos de 2025 destacam desafios persistentes na proteção dos direitos humanos fundamentais. A criminalização do protesto pacífico e da expressão, a força excessiva usada pelas forças de segurança e o assédio direcionado a ativistas e membros da sociedade civil criam coletivamente um ambiente de medo e silêncio, minando os princípios de uma sociedade livre e aberta. A comunidade internacional, incluindo organizações como a Anistia Internacional, continua a pedir o fim dessa criminalização e a defesa dos direitos de reunião e expressão.
Embora os trechos fornecidos se concentrem principalmente em intimidação física e ações legais, a menção a "usar mídias sociais em apoio a protestos recentes" e a aplicação da Lei ITE aponta para a arena digital como outra frente de supressão. Embora detalhes específicos sobre ataques digitais não sejam elaborados nos resultados de busca fornecidos, é uma tática comum usada em conjunto com a repressão física. Influenciadores e ativistas frequentemente enfrentam assédio online, doxxing ou conteúdo fabricado projetado para desacreditá-los. Além disso, a apreensão de dispositivos eletrônicos sugere um esforço para controlar o fluxo de informações e coletar inteligência sobre redes de ativistas. O contexto mais amplo da Lei ITE sendo usada para restringir a expressão indica um interesse governamental em gerenciar narrativas online, potencialmente através de censura ou criando um ambiente onde os indivíduos se autocensuram por medo de retaliação. Essa dimensão digital da intimidação é crucial para uma compreensão abrangente dos desafios enfrentados por ativistas e influenciadores indonésios.
Os atos documentados de intimidação, prisões arbitrárias e uso excessivo da força contra ativistas e influenciadores indonésios em 2025 pintam um quadro sombrio de um cenário de direitos humanos em deterioração. A criminalização do dissenso pacífico através do mau uso de disposições legais, juntamente com violência física e supressão digital, exige atenção urgente e uma posição firme sobre responsabilização. A comunidade internacional e as organizações de direitos domésticas continuam a instar as autoridades indonésias a libertar todos os indivíduos detidos arbitrariamente, retirar acusações politicamente motivadas e acabar com a repressão sistemática ao dissenso pacífico. Defender os direitos à liberdade de expressão e de reunião pacífica não é apenas uma obrigação legal, mas um pilar de uma democracia saudável. O padrão recorrente de repressão sugere um problema sistêmico que requer não apenas intervenções em casos individuais, mas um compromisso fundamental em salvaguardar o espaço cívico e proteger as vozes que defendem uma Indonésia mais justa e equitativa.